Oh, menina, dos olhos claros como mel recente,
O seu olhar parece que não mudou nada,
O seu sorriso tem o mesmo fulgor
De quando você tinha quinze anos...
Não consigo conter minhas lágrimas
Essas inexplicáveis lágrimas mornas
Que insistem em banhar minhas pálpebras tristes,
Livres do desejo que o tempo volte
Conformadas com a realidade de um olhar feliz
Que carrega em si o mesmo brilho de outrora
E ainda capaz de convencer os meus lábios
A esboçarem um sorriso exótico e inexplicável...
Não! Nem quero viajar no tempo, para te encontrar,
A não ser o tempo de agora me proporcione essa dádiva,
Apenas tenho que ser o que sinto agora,
Essa emoção que me faz sentir com vida
Esse coração que não quer mais sofre,
Nem se apaixonar novamente,
Apenas a tranquilidade da realidade desse instante,
Esse instante em que eu vejo seus olhos,
Claros como o mel de outrora,
Ainda entranhado no favo do tempo.
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