domingo, 17 de agosto de 2014

Lembranças

Oh, menina, dos olhos claros como mel recente,
O seu olhar parece que não mudou nada,
O seu sorriso tem o mesmo fulgor
De quando você tinha quinze anos...

Não consigo conter minhas lágrimas 

Essas inexplicáveis lágrimas mornas 

Que insistem em banhar minhas pálpebras tristes, 

Livres do desejo que o tempo volte

 

Conformadas com a realidade de um olhar feliz

Que carrega em si o mesmo brilho de outrora

E ainda capaz de convencer os meus lábios

A esboçarem um sorriso exótico e inexplicável... 

Não! Nem quero viajar no tempo, para te encontrar, 

A não ser o tempo de agora me proporcione essa dádiva, 

Apenas tenho que ser o que sinto agora, 

Essa emoção que me faz sentir com vida 

 

Esse coração que não quer mais sofre, 

Nem se apaixonar novamente, 

Apenas a tranquilidade da realidade desse instante, 

Esse instante em que eu vejo seus olhos, 

Claros como o mel de outrora, 

Ainda entranhado no favo do tempo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário