terça-feira, 21 de outubro de 2014

ESTAR AQUI

Estar aqui, vencer essa distância de mim, e ao mesmo tempo poder sair de mim sem preocupações.
Me deixar seguir sem ir a lugar nenhum, e ficar na saudade, mesmo sem nunca partir de onde estou.
Aplaudir quem sempre amou e não impôs cadeados nos tornozelos de quem se realmente amou.
Sorrir com o coração de quem nunca destruiu, mas sempre reconstruiu e tornou mais forte os corações.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Filhos da Mãe



As vezes nem sabemos o que fazer com isso. Com essa explosão empolgante de sentimentos que nos envolvem dos pés à cabeça. E esquecemos os princípios de nossas ações. Esquecemos as consequencias de nossos atos em resposta a isso tudo. 

Uma sede de vida que queremos beber tudo de uma vez, de apenas um gole, e nos afogar em um mergulho profundo é a sensação que abraça o corpo todos em alguns momentos da vida. É que a vida tem de sobra para dar de si mesma. Vida em abundância. Isso é bom para quem quer viver!!

 Feliz é quem aproveita essa boa oferta da vida de forma a viver como pessoa, como gente de verdade!!! Feliz é quem sabe distribuir essa alegria com as pessoas à sua volta de forma que não ataca, nem humilha. Ninguém é dono de ninguém para impor fórmulas extravagantes e destruidoras. Ninguém deve ser suficientemente idiota para aceitar que a interferência no livre arbítrio seja para destruí-lo pouco a pouco.

Somos todos filhos da Mãe. Todos nós dependemos dela para tudo e devemos ao menos enxergar em todos os nossos semelhantes um irmão, mas ser dignos de ser chamados de irmão na mesma classe, na mesma categoria humana. 

Todos nós somos filhos da Mãe Natureza, mas responsáveis pelo orgulho que ela quer ter de cada um de nós, que é nos ver viver como humanos que somos, com senso de humanidade e fraternidade.

É constrangedor quando vemos um irmão nosso viver como um bicho e querer morrer como um rato.

Flor de sapucaia



terça-feira, 14 de outubro de 2014

SAUDADE



            Eu Sei que saudade é isso. Essa vontade de te ver de novo e poder rir contigo mais uma vez. Essa vontade de sentir de novo a liberdade que só você me deu, para falar coisas e ouvir coisas sem que houvesse entre nossas palavras a chama ardente do ódio ou da desarmonia. Essa vontade de reviver essa necessidade importante de nossas vidas de poder falar sem pensar, algumas vezes, sem medir consequências, porque no fundo, sabe que não há consequência nenhuma. E é isso. Chamo isso de saudade. É isso. Quando me lembro de você e estou distante dos seus olhos.    Quando você é mais que um remédio para a alma, um troféu para a memória, a felicidade apenas por existir.
               É tão difícil, sempre que as oportunidades batem à porta, não deixar de reafirmar isso: “Estou com saudade de você!” Como se isso fosse aliviar alguma coisa em meu coração. Como se fosse um refresco para o meu sentimento. Mas é verdade que nada adianta se eu não te encontrar. Se eu não te ver bem de perto. Se eu não tocar o seu corpo com o meu forte abraço. Se eu não ouvir sua voz em meus ouvidos, ao vivo, sem auxílio de eletrônicos.
                Esse ímã inevitável que nos puxa para um amplexo e dá asas às lembranças de tudo quanto foram coisas boas que passamos juntos. E o reflexo tímido dos maus momentos e das sadias trocas de amabilidades doloridas que vinham acompanhadas do antídoto chamado amor, amizade, necessidade de você... Isso é saudade.
                Essa verdade que nos aproximou por um longo tempo, com o nome de amizade, agora nos atrai um para o outro e temos a certeza de que não estamos distantes tanto assim, embora nem sempre demos conta disso. Mas nos aproximará ainda mais em qualquer momento desses de nossas vidas, para um forte abraço.


domingo, 12 de outubro de 2014

SÓ QUE NÃO



Aquele minuto de liberdade só seu, quando todos foram para a festa e você está só...

Você quer dançar nu, virar cambalhotas, rir alto sem que ninguém te escute para censurar...

Subir na árvore e ficar lá em cima, olhando o horizonte distante, enquanto o sol se põe, até anoitecer.

Andar na rua assobiando, tranquilamente, sem se importar que alguém esteja olhando pra você...

“Pagar aquele mico” que mais parece um chimpanzé e não dar a mínima importância pra isso...

Jogar bolinha de gude no meio da rua tarde da noite, atrapalhando o trânsito dos carros que querem passar...

Perdoar mais de setenta vezes sete a mesma pessoa e ainda acreditar que um dia ela não irá mais te ofender ou você estará imune às ofensas dela uma vez para sempre...

Voltar atrás mil vezes se for preciso para consertar um estrago qualquer para só depois seguir em frente porque a vida não espera por ninguém...

Esquecer as mazelas e não dar margem para a tristeza quando a decepção te pega de jeito e você se dá conta de que a vida é curta demais para se viver de mágoas... Com tantas coisas mais interessantes para guardar... Vai guardar rancor?