Eu Sei que saudade é isso. Essa vontade de te ver de novo e
poder rir contigo mais uma vez. Essa vontade de sentir de novo a liberdade que
só você me deu, para falar coisas e ouvir coisas sem que houvesse entre nossas
palavras a chama ardente do ódio ou da desarmonia. Essa vontade de reviver essa
necessidade importante de nossas vidas de poder falar sem pensar, algumas
vezes, sem medir consequências, porque no fundo, sabe que não há consequência
nenhuma. E é isso. Chamo isso de saudade. É isso. Quando me lembro de você e
estou distante dos seus olhos. Quando
você é mais que um remédio para a alma, um troféu para a memória, a felicidade
apenas por existir.
É
tão difícil, sempre que as oportunidades batem à porta, não deixar de reafirmar
isso: “Estou com saudade de você!” Como se isso fosse aliviar alguma coisa em
meu coração. Como se fosse um refresco para o meu sentimento. Mas é verdade que
nada adianta se eu não te encontrar. Se eu não te ver bem de perto. Se eu não
tocar o seu corpo com o meu forte abraço. Se eu não ouvir sua voz em meus
ouvidos, ao vivo, sem auxílio de eletrônicos.
Esse
ímã inevitável que nos puxa para um amplexo e dá asas às lembranças de tudo
quanto foram coisas boas que passamos juntos. E o reflexo tímido dos maus
momentos e das sadias trocas de amabilidades doloridas que vinham acompanhadas
do antídoto chamado amor, amizade, necessidade de você... Isso é saudade.
Essa
verdade que nos aproximou por um longo tempo, com o nome de amizade, agora nos
atrai um para o outro e temos a certeza de que não estamos distantes tanto
assim, embora nem sempre demos conta disso. Mas nos aproximará ainda mais em
qualquer momento desses de nossas vidas, para um forte abraço.
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