Sensações.
Estranhas sensações que surgem diante de um fato novo se manifestam de uma forma que parece nova.
Mas está lá, como uma nuvem que aparece diante do sol quente, e tenta fazer ausente por um instante, sem realmente conseguir.
Os olhos que olham veem o brilho do sol reluzente, por trás das sombras pesadas da maldade que corta o céu do coração.
E ser solidário.
Como é ser solidário?
O coração que vive uma realidade totalmente alheia, e diante de uma diferente teia, se perde, se estranha, se procura dentro do seu próprio ser, dentro do seu próprio olhar.
O semblante não se transfigura, como nos velórios.
O semblante, embora carregue tantas mortes, mais que muitos velórios, embora carregue muitas carpideiras, mais que em muitos velórios, não se transfigura tanto.
No entanto, um pequeno inchaço abaixo do olho revela a realidade que as aparências tentam esconder dos alheios que estão do outro lado, vivendo cada um sua própria realidade momentânea, seguindo direções que uns e outros ignoram, nem interessam saber.
A vida segue um rumo.
Sensações.
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