segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sensações

Sensações.
Estranhas sensações que surgem diante de um fato novo se manifestam de uma forma que parece nova.
Mas está lá, como uma nuvem que aparece diante do sol quente, e tenta fazer ausente por um instante, sem realmente conseguir.
Os olhos que olham veem o brilho do sol reluzente, por trás das sombras pesadas da maldade que corta o céu do coração.
E ser solidário.
Como é ser solidário?
O coração que vive uma realidade totalmente alheia, e diante de uma diferente teia, se perde, se estranha, se procura dentro do seu próprio ser, dentro do seu próprio olhar.
O semblante não se transfigura, como nos velórios.
O semblante, embora carregue tantas mortes, mais que muitos velórios, embora carregue muitas carpideiras, mais que em muitos velórios, não se transfigura tanto.
No entanto, um pequeno inchaço abaixo do olho revela a realidade que as aparências tentam esconder dos alheios que estão do outro lado, vivendo cada um sua própria realidade momentânea, seguindo direções que uns e outros ignoram, nem interessam saber.
A vida segue um rumo.
Sensações.

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